Contos de Deodé – Eles x Elas

Conheci o negro Sidnei de Xangô, filho de Santo de dona Ana de Oxalá nos meados de 1970, ele trabalhava na Geral de Indústria, uma fabrica de fogões, ali na Avenida Bento Gonçalves, na ocasião, eu era gerente da Farmácia Drogabir do outro lado da rua.   Éramos companheiros de ônibus e de Batuque, um dia em conversas que não levam a nada descobri uma particularidade daquele qüera: odiava bicha, que coisa mais estranha tchê, pois, não é que era um ódio incontido, sem explicação ou razão de ser, acredito…

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Contos de Deodé – A Fuga das Galinhas

Quando a negra Etelvina tomou consciência que tudo que estava passando era fruto de feitiçaria da grossa e que aquilo não era coincidência do destino. Sai rua afora aos berros, não podia mais agüentar as agruras de vida e as dificuldades que estava enfrentando, somada a alguma mãozinha tenebrosa que algum filho da puta estava lhe empurrando. A noite buscou ter uma resposta plausível do porque isso estava acontecendo em de seu quarto de santo. Foi quando ela lembrou que tudo isso começara com a doença do alazão, aquele cavalo…

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Contos de Deodé – Carta de Deodé a Mestre Norton

Ao mestre com carinho. Quero escrever sobre o Norton Correa, mas sempre fujo por medo de ser incompreendido, mas para aqueles que me conhecem sabem que não temo o debate, mas, sim a ignorância a agressão dos que pensam ao contrário dos meus posicionamentos. Para isso quero relatar que quando me deparei com o livro, eu babei, li e reli e continuo lendo. O texto é limpo, em cada palavra, em cada experiência ali estão os olhos do Norton captando tudo sobre o Batuque na época. As casas por onde…

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Contos de Deodé – As Travessuras do Bará Lodê de Mãe Toninha

Naquele verão ensolarado de 1962, as coisas que já não andavam bem na vila São José, pioraram com a notícia do falecimento de Mãe Antoninha de Yemanjá. O batuque que já vinha carente, sentiu a dor da perda de mais um de seus líderes. Mãe Toninha de Yemanjá era tudo que restava dos mais antigos. Sua perda foi irreparável e aquela data marcaria uma nova era dentro do batuque. Como herança, Mãe Toninha deixou um Bará Lodê assentado que deveria ser cuidado por um dos seus filhos de santo. Aquele…

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Contos de Deodé – A briga dos Orixás e a decisão de Dona Chininha de Yansã

Naquele ano da graça do Orixá Ogum, período de guerras e demanda lutas e combates, ali na subida do Morro da Policia na calmaria da noite Dona Chininha dormia a sono solto, eram 5 horas da manhã. Na noite anterior a negra velha havia derrubado 14 quatro pés e mais de 70 aves. O povo daquela casa se preparava para uma grande festa tudo em homenagem ao glorioso Pai Ogum. Quando de repente ela foi acordada por um burburinho que vinha da rua, aquilo por si só já era um…

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