Sobre nós

Rede Batuque RS nem sempre foi esse conglomerado de funções e serviços em prol da religião afro que ora presta. Como todo projeto de sucesso, possui um início tímido, mas promissor e com o já então grandioso escopo, que é o de divulgar o Batuque Sul-rio-grandense e desmentir os equívocos que se espalhavam sobre a religião.

A primeira plataforma da rede Batuque RS surgiu na rede social WhatsApp, no final do ano de 2014. O idealizador e criador da rede, Phiyp Tyago – Babá Phil de Xangô Ibeji –, foi apresentado aos grupos de debates religiosos online pela sua esposa, Juliana de Yemanjá, onde se viu diante de muita desinformação acerca da religião afro, em especial o Batuque do Rio Grande do Sul, que era constantemente atacado por preceitos que nem sempre existiam ou, ainda, por seus fundamentos destoantes da religião irmã, o Candomblé. Destarte, em sociedade com sua esposa e uma amiga que conheceu nos debates, Patrícia de Oxum, em 17 de dezembro de 2014 foi criado o grupo no WhatsApp intitulado BATUQUE RS, voltado a transmitir informações corretas a respeito do Batuque e unificar o conhecimento das tradições religiosas entre seus adeptos. Pouco tempo depois, em 29 de dezembro de 2014, o grupo expandiu-se para outra rede social em ascensão, o Facebook, que hoje conta com duas versões: o grupo central BATUQUE RS e o grupo BATUQUE RS – Compra e Venda para o comércio informal de artigos religiosos de toda a natureza.

Pouco mais de um ano após o surgimento, já com uma equipe de administradores, o grupo “inaugura” uma sucursal em outra plataforma. Em 13 de fevereiro de 2016 é criado o blog BATUQUE RS, com conteúdo diverso que vai desde dissertações sobre temáticas polêmicas da religião a itans e características dos os Orixás cultuados. Dois dias depois, com o mesmo ensejo, surge a Página Oficial BATUQUE RS, no Facebook, que hoje atua como principal canal de divulgação e comunicação da Rede.

Durante muito tempo os valores dos grupos foram sendo aprimorados e difundidos. Muitas pessoas passaram pela rede, contribuindo para o seu aperfeiçoamento e aprendendo com os administradores e seguidores. Os grupos serviam ao seu propósito: informar e divulgar a religião, colaborando para que o batuqueiro tivesse seu culto respeitado perante a sociedade.

Dois anos depois da criação da página, os grupos já estavam consolidados nas redes sociais, mas muitas pessoas ainda não tinham suficientes informações para defender o Batuque. Nessa mesma época, a internet, com o avanço da tecnologia, tornava-se um item presente em mais da metade das residências; quase todos os religiosos tinham acesso as redes sociais e muitos já estavam começando a criar seus próprios conteúdos sobre o Batuque. Foi assim que, discordando de alguns posicionamentos, Babá Phil decide adentrar um território que ainda não desbravara: criou em 12 de dezembro de 2017 o canal do YouTube BATUQUE RS. Atualmente o canal possui mais de 5 mil inscritos e conta com conteúdo diversificado apresentado pelo Babá Phil em formato de palestras informativas nas diversas temáticas da religião.

Após algum tempo, surge outro tipo de trabalho na Rede Batuque RS e um outro desafio. Em janeiro de 2019, um amigo e seguidor dos grupos, Babá Anderson de Yemanjá, que também é tamboreiro, convida o Babá Phil e seus familiares para gravar em estúdio um vídeo em homenagem ao seu próprio Orixá e de seu falecido Babalorixá. Já então existia um grupo de amigos tamboreiros que se reuniam rotineiramente para praticar e aprimorar seus toques, surgido através dos grupos da Rede. Após a gravação do vídeo e apercebendo-se da harmonia ali existente, surge a Equipe Batuque RS, assentada em valores sólidos de preservação e manutenção da tradição Batuqueira no toque de tambor.

Atualmente, o que era um grupo fechado de debates religiosos, já conta com diversos apoiadores e presença em quase todas as redes sociais. A Rede Batuque RS segue em expansão, abraçando diversos projetos e incentivando tantos outros, sempre ancorada nos valores que lhe deu à luz: informação e preservação, democratizando o conhecimento e “divulgando a religião afro para iniciados e simpatizantes”.

 

Charles Corrêa de Oxum

O Desenvolvedor

Nascido e criado em Porto Alegre/RS, Desenvolvedor Web, Designer Gráfico nas horas vagas, detém de diversos conhecimentos em Marketing pela Internet, Social Mídia e entre outros recursos que podem ser aplicados em negócios on-line.

Iniciado no Batuque na Nação Jeje/Ijexá em Fevereiro de 2001 por Pai Daniel de Oxum Pandá.

Já acompanha o grupo Batuque RS desde 2017 e ajudando na manutenção gráfica e re-criação da identidade visual do mesmo.

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”.
 Assim cresci crendo que realmente se eu planto arroz jamais irei colher espigas de milho.
Mas se tudo o que plantarmos iremos colher, estamos em um estado interminável no ciclo vital. 

Jackson da Mata

Bàbá Phil D'Aganju Ibeji

O criador

Babalorixá, tamboreiro, pesquisador independente e criador de conteúdo.

Iniciado no ano 2000, por Pai Luciano de Oxalá, segue os preceitos da tradição Jeje Ijexá.

Idealizador da Rede Batuque RS, sempre focado em desmistificar o BATUQUE DO RIO GRANDE DO SUL.

“É a opinião dos tolos que gera desavença; a dos sabios gera união

Proverbio Yorubá
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Jean de Oxalá

O escritor

Iniciado, tamboreiro, pesquisador independente, estudioso político e membro do CIDREMA – Coletivo Independente em Defesa das Religiões de Matriz Afro.

Iniciado na nação Jeje-Ijexá em 2013 por Mãe Flavia de Yemanjá Boci.

Acompanha Babá Phil como administrador da Rede desde 2016, gerenciando o conteúdo e redigindo informes e os textos em geral publicados nas plataformas digitais.

“Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de causar grandes sofrimentos e também de remediá-los.”

J.K. Rowlling

Missão

Propagar o tradicional Batuque do RS para iniciados e não iniciados,  de modo a contemplar de diversas formas o adepto, seja com entretenimento, seja com material para o seu ritual, e auxiliar o simpatizante ou curioso a conhecer do jeito certo a religião que nos propusemos a divulgar.

Valores

Tradição acima de tudo: nada se modifica naquilo que recebemos se não houver um motivo aceitável. Nos orientamos pela tradição do Batuque, que ora encontra-se parcialmente ignorada em nome de comodismo ou vaidade. Como em uma árvore, é a raiz que garante a sobrevivência de qualquer projeto.

Ética e transparência: não temos medo de ser comparados; temos medo de não ser reconhecido entre os nossos. Todos que conhecem a Rede sabe de suas concepções conservadoras/tradicionalistas no âmbito religioso e da motivação por trás de todos os projetos. Temos os pés firmes para defender com simplicidade e clareza aqueles que nos inspiram, que são os religiosos e a sua cultura.

Visão

Se tornar a empresa referência em tudo o quanto possa contribuir para facilitar a vida do religioso. Almejamos nos encontrar com o povo Batuqueiro como empresa com que poderá contar seja para descobrir pessoas ou terreiros, seja para lutar ao seu lado em defesa da religião.