Passeata contra intolerância religiosa reúne duas mil pessoas no Centro de Curitiba

Foto: Marcelo Borges/Banda BMarcelo Borges/Banda B

Passeata contra intolerância religiosa reúne duas mil pessoas no Centro de Curitiba

A terceira passeata contra a intolerância religiosa reuniu manifestantes de diversas religiões, neste domingo (15), na Praça Tiradentes, no Centro de Curitiba, por volta das 14h. Os participantes saíram da praça às 15h e seguiram caminhada até a Praça Eufrásio Corrêa, em frente à Câmara Municipal, onde o evento segue até as 20h com apresentações religiosas. De acordo com os organizadores, o ato contava com cerca de 2 mil pessoas.

Maycon Kopp, presidente do grupo Tambores do Paraná, explica que o objetivo da passeata é mostrar que as religiões podem conviver em paz. “O principal objetivo da passeata é mostrar para o mundo que pode existir paz entre as religões. Existem seres humanos bons e seres humanos ruins, não existe religião ruim, então quem transforma a religião em algo ruim é o próprio ser humano”, disse Kopp que conta ainda que os manifestantes pedem que a lei seja cumprida.

“O principal pedido é que a lei seja executada, porque já existe uma lei contra a intolerância religiosa, mas quando essa intolerância acontece ela é tratada pelas autoridades como briga de vizinhos”, reclama o presidente do grupo de religiões de matriz afro-brasileiras.

O pai de santo, Nereu Juvenal, afirma que o ato é a oportunidade de unir todas as religiões. “Acho que esse evento é uma oportunidade da gente se unir. O dia não é só para a umbanda, temos aqui chefes de terreno, pastores, padres e isso é importante para mostrar que Deus é um só e a fé leva todo mundo para o mesmo lugar”, disse Juvenal.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) também estave presente na passeata representado pelo Dr. Rafael que ressalta que todo mundo pode contar com a instituição para defender seu direito à liberdade religiosa. “O MP tem a função de garantir esse direito fundamental de ter a sua religão ou de não ter fé, se for o caso, e de não sofrer agresssões e perseguições por conta disso. Estamos à disposição para promover os atos de investigação e buscar responsabilizar os autores de crimes de ódio”, afirmou Rafael.

As ruas foram bloqueadas a partir do início da caminhada, com liberação do tráfego à medida que os participantes foram passando. Agentes da Superintendência de Trânsito (Setran) estavam no local para auxiliar pedestres e motoristas.

Depois de alguns episódios de incêndios, possivelmente criminosos, em centros religiosos na capital paranaense, um debate sobre a intolerância de crenças se reacendeu em toda a cidade.


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