Não podemos perder nossa identidade

Somos uma diáspora, com nossa ritualística, preceitos, rezas e conceitos.

O Batuque do RS é carregado de fundamentos praticados e perpetuados por nossos mais velhos, dentro do que aqui se moldou e se adaptou.

Não devemos em nada para outras diásporas. O que precisamos é compreender nossa ritualística.

O estudo é importante para sabermos basear nossa prática religiosa, mas nunca, com o intuito de modificar, principalmente na prática do que aqui fazemos a muitos e muitos anos.

Não devemos agregar rituais, acessórios e rezas que não são nossas. Não podemos perder nossa identidade. Mesmo coisas que parecem pequenas, influenciam na manutenção de nossas características.

O Batuque precisa retomar as rédias de seu futuro.

Se por acaso alguém achar que o batuque não é completo e está insatisfeito com nossos fundamentos, faça-nos um favor:

invés de trazer o que não é nosso para dentro de nossos rituais, destruindo nossa identidade, lave sua cabeça, devolva suas obrigações a natureza e se inicie onde encontrar tuas explicações. Vamos te respeitar, assim como exigimos respeito ao nosso Batuque do RS.

Mário Madeira de Oxalá Obokun

Creative Commons License Attribution-NonCommercial-NoDerivsRepublish
Compartilhe isso

Related posts