Terreiro de candomblé é atacado pela segunda vez em quatro meses

Terreiro de candomblé é atacado pela segunda vez em quatro meses

O terreiro de candomblé Ase Olode Ala Orum, em Madureira, foi o mais recente alvo de ataque motivado por intolerância religiosa. Na madrugada deste sábado, o local teve as telhas de seu muro arrancadas e dois porrões de barro, que ficavam acima do portão, totalmente destruídos. O pai de santo Paulo César de Albuquerque, responsável pelo templo, diz que não tem informações sobre os autores da ação.

— Acordei e vi o estrago feito. Agora estou pensando no que fazer para reforçar a segurança. Se boto um cachorro ou câmeras. Qualquer dia vamos ter que voltar a tocar no mato porque em nossos barracões não podemos mais. A intolerância religiosa está num nível nunca antes visto — lamenta.


Nos seus 19 anos de existência, esse é o segundo ataque que o terreiro sofre em apenas quatro meses. Na primeira vez conseguiram forçar o portão e entrar no barracão. Todas as imagens foram destruídas.

— Fica uma insegurança, com certeza. Temos que entregar na mão de Deus e dos orixás. Podem quebrar tudo, menos a nossa fé e a nossa força — afirma o pai de santo, que não registrou queixa por temer represálias.

Paulo César de Albuquerque, babalorixá, no terreiro que foi alvo de ataques Foto: Patricia de Paula
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